quarta-feira, 15 de março de 2017

[pouco são, jorge] Nuno Lopes


Queria escrever bem sobre o novo filme do Marco Martins com o [brilhante] Nuno Lopes... mas a verdade é que, apesar do [fabuloso] Nuno Lopes, este São Jorge é assim a atirar para o vazio. As imagens, os sons e os ambientes são bons... mas não chegam, apesar do [maravilhoso] Nuno Lopes. A história é muito superficial, tratada de uma forma preguiçosa. O [incrível] Nuno Lopes não chega a ser boxeur, nem cobrador de dívidas, nem pai, nem marido. O [insubstituível] Nuno Lopes é assim uma personagem passante, cabisbaixa, tensa e sisuda. Ele que sempre me emociona e arrebata [acabou de o fazer em A Noite da Iguana], desta vez deixou-me assim, em lume brando. Quase com vontade de o chamar e, afagando-lhe o cabelo, dizer-lhe "Não mereces Nuno, não mereces que usem e abusem do teu talento". Ao longo do filme estive sempre a achar «agora é que vai ser»... mas não foi. A participação do [soberbo] Nuno Lopes não é o suficiente para transformar um filme vazio de argumento em algo inesquecível. Sem história não há [sensacional] Nuno Lopes que o salve... e este São Jorge não foi salvo. Pena de ver o meu actor preferido não brilhar como sabe e merece... Pena, muita pena.

{e os diálogos...? fracos, muito fracos!}     

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