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quarta-feira, 6 de junho de 2018

professores = via verde


Depois de sairmos da Faculdade temos, para com os professores, aquela sensação quase eterna de que eles vão estar sempre lá para nos ajudar, para nos esclarecer, para nos orientar, etc. Achamos que, por já termos sido seus alunos, merecemos mais atenção do que os demais. Na verdade, já partilhámos algumas horas juntos, já fomos postos à prova (e passámos) e, como tal, temos via verde com quase todos os nossos professores, especialmente os da Faculdade. Claro que há sempre aqueles que apagámos da nossa memória ainda nem as notas estavam lançadas mas, no meu caso, tenho boas recordações da maior parte deles. Já passaram largos anos desde que me licenciei mas sempre que preciso, há 3 ou 4 professores que não me escapam do radar. Faz parte! Sinto que com esses posso fazer perguntas tontas e pedinchar coisas que com outros não estaria tão à vontadinha. Mas o mais engraçado é que, nestes últimos tempos, está a acontecer o mesmo com os meus alunos. Muitos deles, quando se cruzaram comigo, já estavam a trabalhar na área dos eventos (dou Mestrado) e já se fartavam de pedir dicas, contactos, "abertura de portas", etc. São algumas as vezes que saio 1 a 2 horas mais tarde porque me pedem ajuda depois das aulas. Mas aqueles que só agora estão a dar os primeiros passos escrevem-me vários e-mails e mensagens a pedir ajuda para as mais variadas coisas. E eu tenho uma satisfação imensa em ajudar cada um deles. A tal via verde que lhes concedo é a mesma que reclamo aos meus professores. Esta tutoria sem prazo de validade é saudável e sabe-me bem. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

é só doutores para o que convém... exato


Esta coisa das pessoas se tratarem por "doutores" no dia-a-dia, tira-me do sério. Eu não gosto e sinto-me desconfortável em escrever e-mails a tratar as pessoas por "Caro Dr.(a)". Nunca o tive que fazer tantas vezes como o faço agora. O que é académico... e parvo, apenas e só. Já dei a entender que não quero que me tratem assim mas os burocratas do costume não mudam por nada nesta vida. Numa conversa a coisa ainda pega mas na escrita é-me muito forçado. Passei a usar apenas quando preciso de pedinchar.