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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

«vamo lá ver uma coisa...»

A sério que já tinha pensado nisto. Não com este humor mas nas palavras "Greve de Fome". Topem lá esta perspetiva do Factos de Treino:

«Na verdade, se há coisa que o Luaty Beirão nunca fez durante todo este tempo, foi uma greve de fome. Aliás, fome foi o que ele mais teve. 
O que ele fez foi abdicar da satisfação de encher o bandulho. De alarvar como gente grande e passar o resto do dia maldisposto por ter comido que nem um animal. 
Greve de alarvidade, foi o que foi. 
A causa continua a ser nobre, o homem continua a merecer todo o meu respeito, o governo angolano continua a ser nojento e o português continua uma putinha que não pode levantar a voz a quem lhe paga o serviço. Mas greve de fome não fez. Não me lixem porque eu gosto das coisas direitinhas e bem explicadas. 
Luaty Beirão esteve 36 dias em greve de enchimento do bandulho (o que para um vegetariano nem sequer tem o mesmo impacto… quem tem saudades de salada!?).
luaty beirão para greve de fome
PS: Greves de fome faço eu todos os dias, porque me recuso a ficar mais de 3 horas sem aconchegar um hambúrguer ou umas pizzas no bucho…»

quinta-feira, 21 de maio de 2015

há uns que duram


Alguém que decide partilhar a sua vida com outro alguém já sabe, à partida e sem manuais de instruções, que nem tudo serão rosas. Haverá momentos ótimos, uns bons, outros mais ou menos e outros dos quais apetece fugir. Nada de novo. Apesar disso, é fundamental que no fim do dia, o bom seja francamente melhor do que o mau. Posto isto, gosto bastante de ler histórias como esta e acreditar que há amores que podem durar 15 anos ou mais.  

segunda-feira, 11 de maio de 2015

280: odisseia no útero


Este blogue é tão giro. Só rir. Para quem nunca engravidou é uma inspiração... ou não! Ainda por cima a autora é minha conterrânea. Lembro-me bem dela na escola. Vão lá espreitar e divirtam-se.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

variações de humor


«(...) algures, não perguntem quando nem porquê, achei que ser adulto e responsável passava pela capacidade de não cedermos a grandes variações de humor. alguma coisa parecida com um porto de abrigo de águas calmas e constantes.(...)»    dias de uma princesa 

Num texto que vale muito a pena ler na íntegra, a Catarina escreve as linhas que transcrevi acima. Tenho pensado muito neste estado de espírito. O do controlo das emoções. Começo a ter uma idade [32] em que talvez fosse melhor, para mim e para os outros, aprender a controlar as minhas emoções visíveis. A não ter grandes variações de humor. Com isso talvez me torne menos espontânea, sim certamente. A espontaneidade é talvez uma coisa de adolescentes e não de adultos.  

quinta-feira, 9 de abril de 2015

almeidas


A Maria Varredora de Migalhas descobriu que se chamam de almeidas às pessoas que varrem a rua. Pois eu cá sou Almeida de nome e com muito orgulho. Aliás, d'Almeida, faxavor.

terça-feira, 31 de março de 2015

skate para dedos

Porque é mesmo isto, sem tirar nem pôr.


- Que jigajoga é essa?
– Um finger skate.
– Um skate para dedos?
– Sim, mas diz-se finger skate.
– Eu mostro-te o finger…
– Hã?
– Nada. E o boné que estás a usar virado para trás? É para fazeres de conta que estás a executar cenas perigosas?
– Não é um boné. É um cap.
– Cap? Isso é um boné, pá.
– Pois, é um boné… só que não. Boné é prós putos irem para a praia. Um cap é prós street boy.
– E tu és um street boy?
– Ya.
– E o que é que fazem os street boys? Lascam falanges? Usam calças pelo rego abaixo enquanto riscam a mesa da sala com um skate de porta-chaves?
– O que são falanges?
– Esquece. Qualquer dia inventam bicicletas para dedos…
– Chamam-se finger bikes.
– Já inventaram essa merda também???
– Sim. Tenho três.
– Onde? Guardadas na garagem do teu pai, não?
– Na garagem. Só que não… Estão ali no armário.
– Vê lá não esfoles os joelhos quando fores abrir a gaveta. É melhor usares capacete nas unhas.
– Tu não percebes a cena, man…
– E juntas-te com os teus amigos para andarem de…
– …finger bike.
– Isso. Juntam-se e dão agradáveis passeios em bando?
– Claro. Via Skype.
– Vocês andam de bicicleta juntos via Skype??? Virgem Santíssima. Vocês ainda se masturbam ao menos?
– Que é isso?
– Esquece. Pergunta ao teu pai. Queres ir ao parque jogar à bola?
– Não me apetece. Mas já tenho o FIFA 15 prá PS4, se quiseres.
– Afinal o que é que vocês fazem que seja perigoso?
– O meu pai diz-me para eu ter cuidado a usar o compasso nos exercícios de matemática.
 Muito difícil não cair na armadilha do saudosismo.

terça-feira, 17 de março de 2015

o calhau do meco

André escreve exatamente aquilo que eu penso. Nada tenho a acrescentar, por isso transcrevo.


«A minha alma está parva com tamanha idiotice. Vamos a ver se percebo, uns quantos jovens (não lhes vou chamar idiotas) resolvem ir brincar às praxes para a beira mar, num sitio onde até de dia é perigoso!! são arrastados por uma onda e morrem afogados. Os familiares tentam culpar o "idiota mor" que supostamente era o líder desta merda de brincadeira, mas sem sucesso. É normal que queiram atribuir as culpas a alguém, mas humildemente acho que a culpa das mortes não é mais senão dos próprios que morreram. Fizessem-se espertos e tivessem mandado o DUX ir cagar à mata e hoje estavam vivos. Posso estar a ser insensível, frio e tudo o que quiserem, mas a verdade é esta. Só lá estava quem quis estar. Agora lembraram-se de meter uma aberração em forma de pedra espetada na areia, mas porquê??? Alguém me explica?? Se preferia que eles não tivessem morrido? obviamente que sim!! tinham uma vida pela frente... Agora se concordo com o memorial? não, não concordo. Para mim o melhor memorial seria acabarem com a estupidez das praxes, dos dux e dessa porcaria toda. Se se faz um memorial por causa disto, que se deveria fazer à centenas de inocentes que morrem todos os anos da estrada sem culpa nenhuma? que se deveria fazer às pessoas que morrem de cancro sem contra ele conseguirem lutar? Dos que morrem afogados quando vão ao banho? e por aí fora... Facilmente encontro dezenas de mortes mais dignas de um memorial que estas. Por muitas voltas que demos, somos sempre um país de palhaços.»
André Carvalho, um frame com vida

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

leididi em palavras

Gosto destes escritos cheios de amor mas zero de lamechices. A Leididi escreve assim. E é uma delícia. Realço aqui meia-dúzia de coisas que me fizeram sorrir com o olhar.

«Estava tão feliz e foi assim feliz que te conheci.

Mandas-me canções que achas que vou gostar com declarações de amor inesperadas e dizes que estou cada vez mais bonita.

Eu fervo em pouca água e tu baixas logo o lume com calma e com calma dizes-me que vai correr tudo bem.  

Poder ser eu sempre, sempre, sem inventar nada, sem disfarçar, sem ter medo que saias a correr, sem fingir que sou muito mais interessante do que sou.

(...) ajudas-me e não dizes nada.

Às vezes dizes coisas sobre mim que nem eu tinha pensado e tens razão (tens quase sempre) e eu sinto-me a pessoa mais importante do mundo. É isso: contigo, sinto-me a pessoa mais importante do mundo.»

E que sorte é ser a pessoa mais importante do mundo de alguém. 

os vernizes da maria


Esta miúda é uma pérola e a Inoeh anda a dormir.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

ficar amiga dos ex


"(...) para mim um ex-namorado é uma pessoa que, em tempos, reuniu condições e características suficientemente interessantes para fazer parte da minha vida. Regra geral, eram pessoas simpáticas, com bom coração, inteligentes, divertidas. As coisas até podem ter acabado mal, eles até me podem ter feito a alma em fanicos, mas eram boas pessoas, pessoas decentes. E, assim sendo, e feito o devido luto, não vejo porque não possamos ficar amigos. Se os considerei bons para namorados, então serão ainda melhores para amigos, sem o peso de todos os dramas e guerras que uma relação traz (...)"

Há um que não faço questão de grandes amizades mas os outros são excelentes pessoas, por isso claro que seria bom manter a amizade. Afinal de contas, a amizade é o sumo doce, é a parte boa. Eu gostava de ter ficado, ser ou vir a ser amiga daqueles que um dia fizeram parte da minha vida.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

intimidade


"Intimidade é coisa rara e prescinde de instruções. 
Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho. É não precisar contemporizar, atuar, seduzir. É conseguir ir pra cama sem escovar os dentes, é esquecer de fechar as janelas, é compartilhar com alguém um estado de inconsciência. 
Dormir juntos é muito mais íntimo que sexo." - Martha Medeiros

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

sobre o dispensável

«Quando alguém desaparece da nossa vida, podemos argumentar que se tratava de uma pessoa desinteressante, desleal, dispensável. Mas isso, a ser assim, talvez também se aplique às pessoas que ainda estão nas nossas vidas. E a nós, que estamos nas vidas delas.»
Pedro Mexia, Reversível 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

as palavras do crime


“O amor nunca morre de morte natural. 
Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. 
Morre de cegueira e dos erros e das traições. Morre de doença e das feridas, morre de exaustão, 
das devastações, da falta de brilho.”
Anais Nin


Inspiradíssima pela Marla, que tantas vezes o faz sem saber... desta vez até a imagem e o título lhe gamei. Não quero mudar nada, porque é na mouche. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

bora lá cantar XUTOS

{esta só pode estar maluca!}

Este deve ter sido o primeiro pensamento de quem me conhece. Tenho um odiozinho de estimação, sobejamente conhecido, pelos Xutos & Pontapés. Nem é bem pela banda, é mais pelo Tim. Depois de ter visto os dois concertos deles no Meo Arena, apesar da enormíssima seca, o odiozinho passou a ser mais ligeiro e agora até já oiço sem fazer cara feia. No entanto, esta posta está longe de ser sobre o que eu acho ou penso sobre os Xutos. Esta posta é para vos achincalhar, ilustres leitores, que tal como eu, cantaram mal toda a vida mas só até HOJE, estas duas letrinhas dos Xutos. Depois mandem os postais de agradecimento a Bé, à Ursa e a mim, claro! 

Ora vamos lá ouvir e cantar em plenos pulmões:

Para ti Maria   ♪♪♪

A minha casinha   ♪♪♪ 

E que tal, foi bom? Cantaram tudo direitinho? 

Então tomem lá:

«(...) "queria ter um avião para lá ir mais amiúde" e o pessoal insistia que era "mais a miúda" e aquela coisa "do rés do primeiro andar" não existe ok? É MODESTO 1º andar" ahahahahaha" »

Quanto de vós, ilustríssimos leitores, cantavam isto bem, hein

Obrigada Bé. Obrigada Pólo

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

a noção de perfeição

«No dia em que fores “perfeita”, deixar-te-ei. 
No dia em que não encontre qualquer “falha” em ti, hei de te achar irreal e perder o interesse, e a tua “perfeição” há de oprimir-me ao ponto de me sufocar, de me esmagar perante o imponente peso da tua exemplaridade. 
Não acredito em gente perfeita, em gente que não se cansa, que não resmunga, que não discorda, que não protesta. Soa-me a falso. Prefiro mil vezes saber que o saberei se te cansares, se discordares, se quiseres menos ou quiseres mais, ou se quiseres outra coisa; e deslumbrar-me por, sabendo isto tudo, seres entendível, compreensível, por a vida contigo ser boa e fácil de viver. Talvez o que ame mais em ti seja mesmo essa transparência, saber que o que mostras é o que sentes e o que pensas, sem máscaras opacas, sem fingimentos. Gosto que sejas assim, na vida, no sofá, na cama. E que o que se vê seja real: o real, quando é bom, dá muito mais tesão que o artificial, que o fingido, por mais sofisticado que seja. 
E isso é assim em tudo, até no físico, inegavelmente no físico. Atrai-me mais a tua forma humana que qualquer forma plástica, por redondas que lhe façam as mamas, por lisa que tenham a pele. Gosto-te daquilo a que chamas celulite porque é tua, e da forma do teu rabo, e como as tuas mamas são diferentes uma da outra e eu as amo a ambas. Gosto dos sítios mais recônditos de ti, das pregas nos teus sovacos, do sabor das tuas orelhas, da pequeneza – da macieza - entusiasmante das tuas mãos. Quando te queixas de que os fabricantes de soutiens não fazem nada para o teu número e que tens de usar extensores, eu gosto disso, gosto que não sejas do tamanho dos manequins que eles usam, porque isso quer dizer que és tu, e és do tamanho de ti mesma. 
Gosto da maneira como és e não te mudaria nada, e no entanto sei que ao mudares irei continuar a gostar, porque se mudares será para o que queiras e para o que te faça sentir bem e ser feliz, e eu hei de gostar disso, e o teu corpo há de contar uma história, como hoje conta. Cada forma tem uma razão, da tua barriga às tuas costas e aos teus tornozelos, músculos e tendões, as marcas e a tinta na pele, cada centímetro de ti és tu, e o teu corpo, como a tua mente, é a história da mulher que és, da mulher que amo. O amor é isto, de gostar de alguém presente, não passado nem futuro. Por isso gosto mais do teu corpo como ele é hoje do que como foi ontem, ou como poderá ser num hipotético amanhã. 
O perfeito, para mim, és tu. 
E as tuas supostas imperfeições só me dão mais vontade de te foder.»

Mais um belo texto do Menino. Acabei de descobrir este blogue e, para quem não se arma ao purismo {digo "arma" porque no fundo quase todos gostam de alguma sacagem!} acho que vai gostar. A linguagem é crua e com um uso despreocupado das asneiras. Espreitem!

«é preferirem-se um ao outro»

«O que os amantes fazem é gostar um do outro.
Se gosto do teu corpo, quero-te; se gosto dos teus olhos, olho-os; se prezo a tua opinião, peço-ta; se valorizo os teus conselhos, conto-te a minha vida para que mos possas dar; se me agrada a tua companhia, escolho-a; se quero ter coisas em comum contigo, procuro-as; se te quero bem, cuido-te; se quero os teus beijos, dou-tos; se me interessas por dentro, ouço-te; se te quero foder, digo-to; se te quero menos cansada, ajudo-te; se me quero menos ocupado, e mais livre para ti, explico-to; se gosto de te ouvir rir, rio contigo; se gosto de te sentir perto, abro-te a porta e chego-me a ti, chego-te a mim. 
São estas as coisas que fazem os amantes; e são estas as coisas de que se alimenta o amor – não é só de viagens nem de jantares, de corpos magros, de prendas caras ou de vontades feitas. 
O que os amantes fazem são estas coisas parvas do dia a dia, e é preferirem-se um ao outro para estas coisas.»
Menino De Sua Mãe, via Don't Play Games With A Girl Who Can Play Better

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

amores felizes...

«(...)De um amor feito de espera, tomamos a mesma decisão todos os dias: entre sermos uma prioridade ou uma opção. Porque é na conquista e na cumplicidade de todos os dias, na decisão de querermos viver um amor feliz e não um amor perfeito, que vamos celebrando a sorte de um dia nos termos escolhido.» 


Se há pessoa que escreve com a alma e o coração é a querida miss glittering {será que a Sofia ainda é conhecida por este nome?}. Ela não sabe mas é uma espécie de madrinha aqui do estaminé, porque foi o às 9 o primeiro blogue que li na vida. Foi inspirada nela que criei o meu blogue. Nunca a conheci pessoalmente porque ainda não calhou. Um dia calha. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

aiquenervosquemedáestamerda


Não há coisa que mais irrite do que ver as minhas palavras por essa Internet afora. Um dos posts que mais leituras tenho é o Amor de Sempre e pelos vistos há muita gente a usá-las como próprias. Como aqui, aqui, aqui e aqui
Estas merdas fodem-me lixam-me o juízo. Grrr... 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

há coisas na vida...


Em outubro de 2012 a Filipa quis saber mais sobre mim e sobre este e'ventar que já leva quase 8 anos no lombo! Eu respondi-lhe. A semana passada quis fazer uma espécie de update e voltei a responder. Obrigada Lipipi. Valeu!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

4 simples coisas

«Dispenso sapatos, prendinhas, jantares e outras merdas do género. Isso não é amor.  
É, em alguns casos, uma forma de aliviar consciências pesadas.»