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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

leituras obrigatórias


Há escritores que gosto muito de ler. A Clara Ferreira Alves, o Miguel Sousa Tavares, o João Miguel Tavares e o Miguel Esteves Cardoso são aqueles de quem raramente perco um texto, por norma, semanal nos jornais. O Expresso e o Público, resumem-se a estes dois. São também os únicos que continuam a valer a pena ler. Hoje li este "Ficar em casa" do MEC e acho que vale a pena ler e reler vezes sem conta. Para nos podermos lembrar sempre da imensa sorte que temos.   

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

promoção 3x2

Vi esta promoção e acho que nos tempos que correm dá muito jeitinho! Aproveitem e comecem já a pensar nos presentes de Natal.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

a noção de perfeição

«No dia em que fores “perfeita”, deixar-te-ei. 
No dia em que não encontre qualquer “falha” em ti, hei de te achar irreal e perder o interesse, e a tua “perfeição” há de oprimir-me ao ponto de me sufocar, de me esmagar perante o imponente peso da tua exemplaridade. 
Não acredito em gente perfeita, em gente que não se cansa, que não resmunga, que não discorda, que não protesta. Soa-me a falso. Prefiro mil vezes saber que o saberei se te cansares, se discordares, se quiseres menos ou quiseres mais, ou se quiseres outra coisa; e deslumbrar-me por, sabendo isto tudo, seres entendível, compreensível, por a vida contigo ser boa e fácil de viver. Talvez o que ame mais em ti seja mesmo essa transparência, saber que o que mostras é o que sentes e o que pensas, sem máscaras opacas, sem fingimentos. Gosto que sejas assim, na vida, no sofá, na cama. E que o que se vê seja real: o real, quando é bom, dá muito mais tesão que o artificial, que o fingido, por mais sofisticado que seja. 
E isso é assim em tudo, até no físico, inegavelmente no físico. Atrai-me mais a tua forma humana que qualquer forma plástica, por redondas que lhe façam as mamas, por lisa que tenham a pele. Gosto-te daquilo a que chamas celulite porque é tua, e da forma do teu rabo, e como as tuas mamas são diferentes uma da outra e eu as amo a ambas. Gosto dos sítios mais recônditos de ti, das pregas nos teus sovacos, do sabor das tuas orelhas, da pequeneza – da macieza - entusiasmante das tuas mãos. Quando te queixas de que os fabricantes de soutiens não fazem nada para o teu número e que tens de usar extensores, eu gosto disso, gosto que não sejas do tamanho dos manequins que eles usam, porque isso quer dizer que és tu, e és do tamanho de ti mesma. 
Gosto da maneira como és e não te mudaria nada, e no entanto sei que ao mudares irei continuar a gostar, porque se mudares será para o que queiras e para o que te faça sentir bem e ser feliz, e eu hei de gostar disso, e o teu corpo há de contar uma história, como hoje conta. Cada forma tem uma razão, da tua barriga às tuas costas e aos teus tornozelos, músculos e tendões, as marcas e a tinta na pele, cada centímetro de ti és tu, e o teu corpo, como a tua mente, é a história da mulher que és, da mulher que amo. O amor é isto, de gostar de alguém presente, não passado nem futuro. Por isso gosto mais do teu corpo como ele é hoje do que como foi ontem, ou como poderá ser num hipotético amanhã. 
O perfeito, para mim, és tu. 
E as tuas supostas imperfeições só me dão mais vontade de te foder.»

Mais um belo texto do Menino. Acabei de descobrir este blogue e, para quem não se arma ao purismo {digo "arma" porque no fundo quase todos gostam de alguma sacagem!} acho que vai gostar. A linguagem é crua e com um uso despreocupado das asneiras. Espreitem!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

o amor acontece quando desistimos de ser perfeitos

“És a melhor maneira de viver. Podia dizer-te que te quero por tudo o que és. Mas estaria a mentir. Quero-te por tudo o que sou contigo. Quero-te pelo que sou. Porque me sinto, em ti, a pessoa que quero ser. És a minha melhor maneira de viver. Quero-te por egoísmo. É isso. Quero-te por egoísmo. Espero que me queiras pelo mesmo motivo.”



Acho que de hoje não passa...

terça-feira, 29 de julho de 2014

dormir com os pais

Não sei se algum dia serei mãe... mas se for, se tiver essa felicidade, estou em crer que tentarei ser assim desta forma. Faz-me sentido, pelo menos na teoria.

Existe hoje alguma controvérsia sobre se os filhos devem dormir na cama dos pais, pelo menos durante os primeiros meses de vida. Podemos afirmar que existem vários tipos de “parentalidade nocturna”: alguns progenitores são rigorosos em proibir uma noite inteira na sua cama, outros transformam-na numa verdadeira “cama familiar”, em que uma ou duas crianças se acomodam, às vezes com manifesta falta de espaço, no leito conjugal.
 
Os meus pais eram muito coerentes na sua educação. À hora de deitar, eu ia dormir sozinho, sem grandes protestos. Embora não me recorde, como é óbvio, dos meus tempos de bebé, as estórias que me contavam eram de uma ida precoce para a minha cama; e se acordava de noite, a minha mãe ou a minha avó iam lá sossegar-me os medos, sem que tivessem de perturbar o seu descanso por muito tempo.
 
Hoje nem todos pensam como os meus familiares. Os pais trabalham muito, reivindicam para si mesmos uma noite sem interrupções ou preferem não ter de se confrontar com choros e birras das crianças. Defendem o seu direito ao descanso, por vezes numa posição de algum narcisismo. A solução passa então por aceitar que os filhos os acompanhem durante longos períodos ou mesmo toda a noite, de modo a que não haja qualquer período de insónia.
 
Alguns pediatras e psicólogos vieram em sua defesa. Alegam que a proximidade entre pais e filhos facilita a intimidade recíproca, acalma as crianças e permite uma tranquilidade que favorece o desenvolvimento físico e mental. Defendem que dormir junto aos pais é a melhor forma de evitar a “síndrome da morte súbita”, a primeira causa de mortalidade no primeiro ano de vida, e que corresponde à morte repentina e sem explicação no primeiro ano do bebé. Segundo os defensores do co-sleeping (dormir em conjunto) e da family-bed (cama familiar), os pais que estão mesmo ali ao lado podem logo intervir e salvar o filho. A investigação provou, no entanto, o contrário: a síndrome da morte súbita ocorre muitas vezes em bebés que estão na cama dos pais, sobretudo quando os progenitores abusam de álcool e drogas ou tomam medicamentos para dormir.
 
Os meus argumentos contra o co-sleeping são outros. Considero que o desígnio fundamental da educação é o da autonomia, esse percurso singular que leva cada um a ser capaz de gerir a sua própria norma, ou seja, ter uma existência independente e confiante. Uma criança pequena não pode viver sozinha, mas pode construir o seu caminho para ser capaz de o fazer mais tarde. Assim, dormir sozinho faz parte desse percurso a percorrer. Até aos seis meses, a criança deve dormir num berço junto à cama dos pais, depois (no máximo com um ano) deverá ter o seu quarto e a sua cama, sempre que as condições da casa o permitam.
 
A investigação abre caminho a outras compreensões deste problema do co-sleeping. Diversos estudos demonstram que as crianças que permanecem muito tempo na cama dos pais exacerbam comportamentos sexuais precoces e exibem curiosidade excessiva sobre a intimidade dos progenitores. Por outro lado, muitos pais tornam-se demasiado permissivos (em muitos contextos), porque não são capazes de confrontar os filhos com um “não” durante a noite, ou então acabam por mostrar sentimentos de culpa, por darem demasiada importância às suas próprias necessidades de repouso e bem-estar.
 
A regra deverá ser: afecto antes de dormir, sossego depois, em camas separadas.     


Daniel Sampaio, Público

quarta-feira, 12 de março de 2014

blogues do pisca-pisca


Há blogues que são tão patrocinados, tão cheios de banners, tão entupidos de macacadas que ficam pirosos todos os dias. Fazem-me lembrar aquelas ruas cheias de neons de Albufeira.Têm tanto trabalho em ter uma imagem clean e depois estragam tudo com a publicidade. Há um em particular, que sigo desde 2007, que ficou desfigurado. É um blogue tão giro, com fotografias tão boas, tão bem escrito e hoje fui e assustei-me... bah!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

50 sombras


Ando a ler o primeiro livro da trilogia "As Cinquenta Sombras". Já vou bem adiantada e estou a gostar. Nunca tinha lido um romance erótico. Para evitar apetites vorazes {pela leitura, claro}, comprei logo os três livros. Assim posso ler todos de uma assentada. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

terça-feira, 22 de novembro de 2011

blogues de visita obrigatória


De certeza que cada um de vocês tem aquele blogue que sugam todos os dias. Ora porque se identificam com muitas das coisas que lá são escritas, ou porque gostam das imagens, ou porque conhecem a pessoa e como tal é uma boa forma de a ter "por perto", ou porque tem boas dicas... enfim, há muitas razões para se gostar de um blogue. Pois eu tenho alguns em que sou viciada. Este Diário de uma Mãe solteira é um deles por ser tão simples e tão bem escrito. Conquistou-me rapidamente. Passo a transcrever duas coisas que adorei:


TEMPO: tu foste inventado para que as coisas não acontecessem todas de uma vez


QUERIDA VIDA, quando eu disser :
- Não sei que mais falta acontecer...
É apenas uma pergunta retórica, não um desafio



É tão simples, não é? Pois é e eu adoro coisas simples.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

mt100w

Este fim de semana falaram-me nisto do MoreThan100Words. Para quem já vê as muitas páginas do tumblr como aquelas que vejo diariamente, não traz nada de novo, até porque 99% das imagens já me passaram pelas vistas. No entanto, o facto de ser escrito em português é sempre algo de muito positivo. Achei piada a estas quatro:




quinta-feira, 1 de setembro de 2011