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terça-feira, 12 de setembro de 2017

a delta q não gosta da kaffa


Há coisa de 2 meses comprei uma Delta Q Milk Qool, daquelas que tiram cappuccinos e galões. Não é das melhores descobertas do Universo, a função dos cappuccinos às vezes fica meio bloqueada mas até não tem corrido mal de todo. Em relação às cápsulas, para além das originais Delta Q {que são bem boas} resolvi comprar as sucedâneas da marca Kaffa e... esqueçam! Mau mas mau. A máquina fica toda engasgada e nem sempre consegue "furar" a cápsula. Coitadinha da bichinha. A dona promete dar só papinha original, sim? Pronto... não chora.  

terça-feira, 3 de novembro de 2015

laser para um lazer sem pêlos


A Dora, adora-se. Em primeiro lugar porque é uma simpatia de pessoa, depois porque é muito delicada naquilo que faz e, por fim, porque resulta. Fiz 6 sessões e acabei de vez com os pêlos. Não sou branquela, por isso, seis sessões é para lá de bom. Bem sei que hoje em dia devem haver milhares de sítios bom e que funcionam. Mas este eu experimentei e funcionou mesmo. Não é um post patrocinado nem recebo nada em troca, é um post de partilha de uma experiência que funcionou. Aproveitem o inverno que está quase aí e tratem dos pêlos de uma vez.  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

um fingidor

Nunca gostei da personagem política “José Sócrates”, desde a campanha para secretário-geral do PS (em que ele prometeu não aumentar impostos que, de facto, aumentou) até à sua ascensão a primeiro-ministro, muito ajudado por Pedro Santana Lopes e pela reputação de autoritário que entretanto adquirira.
Não tranquiliza particularmente ser governado por um indivíduo que se descreve a si mesmo como um “animal feroz”, nem por um indivíduo que prefere a força política e legal à persuasão e ao compromisso. Se o tratam mal a ele agora, seria bom pensar na gente que ele tratou mal quando podia: adversários, serventes, jornalistas, toda a gente que tinha de o aturar por necessidade ou convicção. Sócrates florescia no meio do que foi a sufocação do seu mandato.
O dr. António Costa quer hoje separar os sarilhos de um alegado caso criminal do seu antigo mentor da política do Partido Socialista e do seu plano para salvar a Pátria. O que seria razoável, se José Sócrates não encarnasse em toda a sua pessoa o pior do PS: o ressentimento social, o narcisismo, a mediocridade, o prazer de mandar. Claro que, como qualquer arrivista, Sócrates se enganou sempre. Começou pelos brilhantíssimos fatos que ostentava em público, sem jamais lhe ocorrer se as pessoas que se vestiam “bem” se vestiam assim. Veio a seguir a “licenciatura” da Universidade Independente, como se aquele papel valesse alguma coisa para alguém. E a casa da Rua Braamcamp, que é o exacto contrário da discrição e do conforto e último sítio em que um político transitoriamente reformado se iria meter.
Depois de sair do Governo e do partido, Sócrates mostrava a cada passo a sua falsidade, não a dos negócios, que não interessam aqui, mas da notabilidade pública, por que desejava que o tomassem. Resolveu estudar em Paris, para se vingar da humilhação do Instituto de Engenharia e da Universidade Independente, e resolveu fazer um mestrado em “Sciences Po”, sem perceber que o mestrado é uma prova escolar de um estatuto irrisório. Em Paris, viveu no “seizième”, o bairro “fino”, como ele achava que lhe competia, e, de volta a Lisboa, correu para a RTP, onde perorava semanalmente para não o esquecerem: duas decisões ridículas que só serviram para o prejudicar, embora estivessem no seu carácter. Como o resto do país, não sei nem me cabe saber se o prenderam justa e justificadamente. Sei – e, para mim, chega – que o homem é um fingidor.
Vasco Pulido Valente - Público